Zika Vírus – Alerta Geral, São Francisco!

zika-virus

Desde que a expressão “Zica Vírus” passou a fazer parte de nosso cotidiano, divulgada na TV, no rádio, na internet e em tantos outros meios, o mundo tem conhecido, pouco a pouco, um fantasma que está fazendo estragos na saúde pública. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus Zika é transmitido por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, que se prolifera nos locais onde se acumula água. Os principais sintomas apresentados pelas pessoas contaminadas são febre, coceira, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor no corpo e nas juntas e manchas vermelhas pelo corpo. O problema tem se agravado em razão dos últimos estudos (atenção, ainda em desenvolvimento) sobre essa doença: sua relação com os casos de microcefalia que se disseminam pelo Brasil, a forma de contágio também pela relação sexual, pela saliva e pelo contato com sangue de alguém contaminado.

Apesar disso, o meio mais divulgado de contágio é o da mordida pelo mosquito Aedes aegypti. E aí é que um alerta geral se acende diante de nós: as condições para proliferação desse mosquito, principalmente após o período de chuvas pelo qual passamos faz pouco tempo, estão entre as melhores possíveis. Em nossa cidade de São Francisco, o que mais se vê são pneus por todos os lados, lixo nos lotes vazios, espaços públicos e particulares, como o parque de Exposição e quintais das casas, cheios de entulhos, dentre outros lugares repletos de água parada.

Diante desse cenário que evidencia nossa paralisia social, a sensação é a de que nossa cidade está fora do Planeta Terra. O mundo “pegando fogo”, já alertando que vamos ter uma epidemia nacional de Zica Vírus, e nós, apáticos, inertes e dormentes, fazendo quase nada para que o problema não chegue em São Francisco. Receio que os casos dessa doença comecem a surgir entre nós. Todos sabemos que não temos nem médicos nem hospital para dar conta de uma avalanche de contaminados por esse vírus.

Para evitarmos tal situação, é preciso, é necessário e é urgente todos abraçarmos a causa. Esse problema é de todos. É difícil quando nos deparamos com pessoas que jogam o problema para o poder público, esquivando-se de sua responsabilidade. A prefeitura municipal, junto com suas secretarias, é central, sim, no controle da proliferação do mosquito Aedes aegypti, limpando lugares públicos, realizando programas educativos e de sensibilização da sociedade, sem contar com suas ações de combate aos vetores do mosquito por meio do “Fumacê”. Mas isso não basta. Muitos focos do mosquito estão nos próprios quintais de nossas casas, ou seja, todos nós somos corresponsáveis por esse problema de saúde pública. Assim, é necessário que nos mobilizemos, erradicando qualquer foco do Aedes aegypti, realizando campanhas nas igrejas, nas escolas, nos estabelecimentos comerciais, nas redes sociais, etc. Vale aqui uma dica: se cada família cuidasse do seu quintal e da vizinhança ao menos uma vez por semana, já ajudaria muito, uma vez que, segundo especialistas, em condições ambientais favoráveis, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito até a forma adulta pode levar um período de 10 dias. Limpando uma vez por semana, então, o ciclo de vida do mosquito é interrompido.

Finalizando, digo, se um problema comum como esse não é capaz de nos unir em busca de uma solução comum, isso mostra o quanto nosso senso de cidadania ainda é limitado, incapaz de dar conta de problemas bem mais simples do que esse. E olha que eliminar água parada e lixo de nossos quintais é o mínimo de civilidade que podemos ter. Por tudo isso, o ALERTA GERAL não se dá apenas porque o problema se alastra pelo país afora, podendo, em breve, chegar a São Francisco, mas principalmente porque parecemos negligentes demais diante de um problema tão sério. Vamos à ação?

 

Texto: Roberto Mendes Ramos Pereira

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.